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Presidente da UTC é preso em operação da PF

por:isaac silva


Sétima fase da Operação Lava Jato terminou com a prisão do ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, o presidente da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa e outras 16 pessoas

Na sétima fase da Operação denominada pela Polícia Federal de “Lava Jato”, realizada nesta sexta-feira (14) com cumprimento de mandados em vários estados do Brasil, inclusive no Rio de Janeiro, foram presos o ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, o presidente da UTC, empresa que tem sede em Niterói, Ricardo Pessoa, e outras 16 pessoas, de forma temporária e preventiva. Também foram cumpridos seis mandados de condução coercitiva. Os investigados que não foram localizados até o momento tiveram os nomes inscritos no sistema de procurados e impedidos da PF e estão proibidos de deixar o país, entre eles, o lobista Fernando Baiano, citado nas investigações como agente do PMDB no esquema criminoso.

De acordo com a PF, alguns executivos das sete maiores empreiteiras do país, mantinham, nas últimas semanas, atitudes suspeitas, prevendo que poderiam ser alvo de uma operação policial. Segundo o delegado da PF, Igor Romário de Paula, responsável pela operação, essa pessoas pernoitavam fora de casa e viajam com frequência. Ele negou que tenha havido vazamento de informações. “Alguns vinham saindo do país com frequência ou dormiam em hotéis, apartamentos nitidamente com caráter de não permanecer [nas residências fixas]. Isso se comprovou hoje com alguns sendo encontrados em outras cidades.”

Ao todo, sete empreiteiras, com contrato de mais de R$ 59 bilhões com a Petrobras foram alvo da operação deflagrada nesta sexta-feira. “São aquelas em que o material apreendido e as quebras de sigilo dão material robusto para mostrar o envolvimento delas na formação de cartel, desvio de recursos para corrupção de agentes públicos”, disse o delegado.

Ainda de acordo com a PF, os executivos das empreiteiras presos hoje participaram diretamente da celebração de contratos com a Petrobras. Outros alvos da operação tiveram participação secundária ou atuaram no transporte de recursos obtidos de forma ilícita para doleiros, que posteriormente faziam a lavagem.

Entre os que tiveram a prisão decretada estão nomes como Ildefonso Colares Filho, diretor-presidente da Queiroz Galvão; José Ricardo Breghirolli, da OAS; Erton Medeiros Fonseca, da Galvão Engenharia; Othon Zanoide Filho, diretor da Camargo Corrêa; Walmir Pinheiro Santana, diretor presidente da UTC - São Paulo; e também da UTC São Paulo, Ednaldo Alves da Silva, entre outros.

Na sétima fase da Operação Lava Jato foram expedidos 85 mandados judiciais e decretado o bloqueio de aproximadamente R$ 720 milhões em bens pertencentes a 36 investigados. Foi autorizado também o bloqueio integral de valores pertencentes a três empresas referentes a um dos operadores do esquema.

Os grupos investigados registraram, segundo dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), operações financeiras atípicas no montante que supera os R$ 10 bilhões. Os envolvidos responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de organização criminosa, formação de cartel, corrupção, fraude à Lei de Licitações e lavagem de dinheiro.

Os mandatos foram cumpridos nos estados do Paraná, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, Pernambuco e no Distrito Federal. Ao todo, mais de 300 policiais federais e 50 servidores da Receita Federal participaram da operação. (EBC)


EBC






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