MERCADO DA ESTÉTICA E AS CLASSES SOCIAIS

Por Chave de Ouro 12/06/2017 - 21:46 hs
MERCADO DA ESTÉTICA E AS CLASSES SOCIAIS
cosmeticos

Atualmente passamos por uma crise financeira que vem desestruturando o país. Apesar disso a indústria dos cosméticos faturou mais de R$ 100 Bilhões no ano de 2016. Sem duvida é o setor que não para de crescer. O Brasil hoje é o terceiro maior mercado em consumo de produtos de cosméticos, estando atrás apenas dos EUA e China. O país tem 10,1% de participação no mercado global, contra 11,1% do Japão e 14,8% dos EUA. O cenário é resultado da mudança de comportamento dos brasileiros, cujo poder aquisitivo aumentou, em decorrência do desenvolvimento econômico. Recentemente uma pesquisa mostrou que as famílias da classe B são as que mais gastam com serviços de cabeleireiro, totalizando R$ 281 milhões por mês, o que corresponde a 39% da renda familiar. Em valores absolutos, a classe  

 

 

E, é a que menos gasta, R$ 138 milhões por mês. Mas quando se compara a variação dos gastos, essa classe é a segunda que mais gasta, com 54%, ficando atrás apenas da classe C. Ainda de acordo com o levantamento, a região Sudeste é onde há o maior gasto com os produtos de beleza, R$ 536 milhões, o que corresponde a uma fatia de 53% no país. Apesar de todos esses bons índice, no futuro poderá sofrer perdas. Um pouco mais de 2 ano, houve a extensão do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para distribuidores inter independentes. O governo quis aumentar a arrecadação do IPI tributando o atacado (distribuidor). Antes, não pagava IPI na compra dos produtos. Agora paga! Isso é comum no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), cobrado pelos Estados. O IPI, como o nome já diz, é cobrado da indústria. A incidência desse imposto sobre o setor atacadista é considerada, por especialistas, uma situação especial. Desta forma haverá bi-tributação, e isso provoca o aumento no preço final dos produtos. Desta forma, quem sofre são os consumidores finais (profissionais e clientes). Mas isso não impediram que cada vez mais pessoas busquem profissionais para melhorar a auto-estima. Muito pelo contrário, cada vez mais salões são abertos e serviços são oferecidos. A demanda é cada vez maior. Esses resultados mostram um Brasil economicamente forte, onde mais pessoas se inserem no mercado da estética para atender um público cada vez mais exigente e tudo isso se resume a uma palavra: consumo! Os homens estão cada vez mais preocupados em se cuidar, também por exigência do mercado de trabalho. Pesquisas mostram que o aumento da procura foi de 20% em três anos, alem de 1,6 milhão de homens também passaram por cirurgias no ano passado. O faturamento do setor ano passado foi de R$ 101,7 Bilhões, 1,8% do PIB nacional. Atingindo o crescimento nominal de 11%. O ano de 2017 já apresentou muitas novidades no setor e vamos apostar na continuidade no crescimento expressivo, pois os brasileiros vaidosos e exigentes saberão driblar a possível crise. Com o aumento da ecomonia deste ramos, aumenta-se os riscos dos processos judiciais, mas quem estiver atento os cuidados necessários, muitos deles já debatidos em edições passadas, estará protegido dos possíveis processos judiciais. E jamais esqueçam!

No mundo contemporâneo que vivemos não podemos esquecer da importância da interdisciplinariedade na vida do profissional. A atualização constante e orientações de profissionais de outras áreas (administradores, contadores, advogados, médicos...), complementará as a formação do profissional da estética e beleza, e assim alcançando o sucesso. Luiz Carlos Júnior Advogado (155.492). Conselheiro e Diretor Executivo da OAB Niterói. Tel.: (21) 9.9513-6285 (What) Instagran: @juniornit84